A literatura clínica é inequívoca: a largura de tecido queratinizado e a espessura da mucosa são factores preditivos independentes da saúde peri-implantar ao longo do tempo. Os implantes colocados em mucosa fina e não queratinizada apresentam maior risco, a longo prazo, de recessão, perda óssea e peri-implantite — independentemente da qualidade da execução cirúrgica.
Esta é a Linha Invisível ao nível dos tecidos. A qualidade do selamento peri-implantar é determinada por decisões que são invisíveis no resultado final — mas sempre sentidas ao longo de anos de seguimento.
"A gestão dos tecidos moles não é um acessório estético. É a engenharia biológica que determina se uma reabilitação continua estável ao décimo ano."
A cirurgia mucogengival é mais previsível quando planeada de forma proactiva — antes ou em simultâneo com a colocação do implante — e não como correcção reactiva de uma recessão já instalada.